Frete grátis acima de R$200 — confira com seu CEP. Parcelamento sem juros no cartão. Cursos de mergulho para todos os níveis. Viagens de mergulho pelos melhores destinos
Mergulho na Ilha do Arvoredo: vista aérea da enseada sul com o farol da Marinha
destinosmergulhosanta-catarina

Mergulho na Ilha do Arvoredo: 8 pontos e a Reserva

Equipe NetDive 8 min de leitura
Neste artigo

O mergulho na Ilha do Arvoredo é, para muito mergulhador catarinense, o ponto mais alto da temporada. Maior ilha da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, ela concentra os melhores pontos de mergulho do Sul do Brasil — e também as regras mais rígidas de visitação do litoral. Este guia mostra os 8 pontos liberados, o que esperar de cada um, o papel da Reserva e do farol da Marinha, e o que levar para encarar águas que beiram os 17 °C no inverno.

A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo

A Rebio Arvoredo foi criada em 12 de março de 1990 pelo Decreto Federal nº 99.142 e é administrada pelo ICMBio. Cobre cerca de 17.600 hectares de área marinha entre Florianópolis e Bombinhas, abrangendo quatro ilhas: Arvoredo (a maior), Galé, Deserta e o Calhau de São Pedro.

Como Reserva Biológica, está na categoria mais restritiva do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Visitação pública não é permitida na maior parte da área — o objetivo é preservar a biodiversidade marinha sem interferência humana direta. Pesquisa científica acontece sob autorização específica.

O mergulho recreativo entra como exceção controlada: é permitido apenas na ponta sul da Ilha do Arvoredo, no entorno do farol, num espaço que, oficialmente, está fora dos limites da Rebio. A parte norte da ilha — assim como a Deserta, as Galés e o Calhau de São Pedro — segue fechada, e a fiscalização é levada a sério.

Vista aérea panorâmica da Ilha do Arvoredo em Santa Catarina, com costão de granito e mata atlântica preservada

Onde o mergulho na Ilha do Arvoredo é permitido

A área liberada vai do Saco do Capim, no flanco norte do trecho aberto, até a Ponta do Farol, no extremo sul. Tudo o que está acima dessa linha é zona de proteção integral. Para o mergulhador isso significa duas coisas: a operadora precisa ser credenciada pelo ICMBio, e cada saída acontece em pontos pré-definidos dentro desse perímetro.

Curiosamente, esse regime estrito virou aliado da fauna nos últimos anos. Operadoras relatam recuperação visível da ictiofauna na parte sul, em parte porque a presença constante de barcos de mergulho inibe pesca irregular na região.

Os 8 pontos de mergulho na Ilha do Arvoredo

Costão rochoso da Ilha do Arvoredo com matacões graníticos submersos, típicos dos pontos de mergulho da Rebio

A topografia que você vê fora d'água — costão de matacões graníticos cercado por mata atlântica — continua submersa. Os pontos misturam paredões, fendas, areia e pedrais. Profundidade média gira em torno de 13 m, mas alguns trechos passam dos 30 m.

1. Saco do Capim — 8 a 15 m

Nível: iniciante / intermediário. Ponto mais ao norte da área liberada, com um atrativo extra — o naufrágio do Granada, um dos mais recentes da região, ótimo para quem quer começar a mergulhar em destroços sem precisar de nível técnico. Fundo de areia com matacões espalhados, baixa correnteza na maior parte do ano.

2. Recanto do Capim — 8 a 12 m

Nível: iniciante. Continuação rasa do Saco do Capim, com pedras menores e bastante vida em águas claras. Bom ponto para check dive e para quem está nas primeiras saídas pós-Open Water.

3. Baía das Tartarugas — 4 a 9 m

Nível: iniciante. Como o nome sugere, encontros com tartarugas-verdes são rotina aqui. Profundidade rasa torna o ponto ideal para curso, batismo e mergulhadores em sua primeira saída de barco. Visibilidade costuma ser uma das melhores da ilha.

4. Engenho — 6 a 18 m

Nível: iniciante a avançado. Um dos pontos mais versáteis: dá para ficar raso em volta dos matacões ou descer para 18 m em fendas e canyons no costão. Boa relação entre relevo e vida marinha — garoupas grandes aparecem com frequência.

5. Saco do Farol — 8 a 24 m

Nível: iniciante / intermediário. Aqui está um dos achados arqueológicos do mergulho catarinense: canhões de um antigo galeão espalhados pelo fundo, vestígios da rota colonial. Também é onde grandes garoupas costumam aparecer.

6. Saco do Vidal — 6 a 25 m

Nível: intermediário / avançado. Mistura de matacões e areia em profundidades crescentes. Costão exposto, com correnteza presente em alguns dias — atenção ao briefing.

7. Ponta do Farol — 10 a 33 m

Nível: avançado. Ponto mais profundo e exposto da ilha, no extremo sul. Pináculos isolados, possibilidade de correnteza moderada a forte e fauna pelágica de passagem. Computador de mergulho deixa de ser luxo e vira item obrigatório.

8. Parcel do Boi — 8 a 25 m

Nível: intermediário / avançado. Formação de pedras isoladas a alguma distância do costão, frequentemente com cardumes grandes em volta. A correnteza determina a janela de mergulho do dia.

Enseada de águas claras na Ilha do Arvoredo em dia de visibilidade alta, condição ideal para mergulho recreativo

Janelas de visibilidade alta acontecem com mais frequência entre dezembro e março.

O Farol do Arvoredo e a base da Marinha

O Farol do Arvoredo tem mais de 140 anos de operação. A proposta veio do Barão de Cotegipe, então Ministro da Marinha, em 1867. A construção começou em 1878 com uma torre pré-fabricada na Inglaterra, e o farol foi inaugurado em 14 de março de 1883.

A torre é de ferro fundido, pintada com faixas brancas e vermelhas, acompanhada de três edifícios térreos. Sua luz branca, com quatro ocultações a cada 60 segundos, é vista a até 23 milhas náuticas — orientando navegação ao norte da Ilha de Santa Catarina há cinco gerações.

Farol do Arvoredo de ferro fundido com faixas brancas e vermelhas ao lado da base da Marinha do Brasil

Em 2007 o farol foi modernizado com energia solar, num convênio entre Marinha do Brasil, Eletrosul, Celesc e o Laboratório de Energia Solar da UFSC. A presença permanente da Marinha é parte do que mantém o sul da ilha operacional para mergulho — a base militar regula o acesso terrestre e ajuda na fiscalização da Reserva.

Como se preparar para o mergulho

Águas do Sul do Brasil exigem respeito térmico. Resumo direto:

  • Temperatura: 17–19 °C no inverno (junho a setembro), 22–25 °C no verão.
  • Visibilidade: padrão de 5 metros, abrindo para 10–15 m quando correnteza, chuva e suspensão colaboram — melhores janelas entre dezembro e março.
  • Profundidade média: 13 m, com pontos chegando a 33 m.
  • Roupa térmica: 5 mm para verão; 7 mm para inverno e mergulhos longos.

Para inverno, uma roupa 7 mm Fun Dive Neoflex faz a diferença entre aproveitar a saída e encurtar o tempo de fundo tremendo. No verão, a roupa 5 mm Fun Dive Rocas resolve sem peso desnecessário. E se for encarar a temporada fria de verdade, o nosso guia de mergulho em água fria em Santa Catarina detalha faixa por faixa de temperatura o que vestir — e por quê.

Roupa de Neoprene 7mm para Mergulho Fun Dive Neoflex Super Stretch

Recomendado pela NetDive

Roupa de Neoprene 7mm para Mergulho Fun Dive Neoflex Super Stretch

FUN DIVE

R$ 2.130,20

em 10x de R$ 213,02 sem juros

Ver na NetDive

Computador é praticamente obrigatório nos pontos mais fundos. Em Ponta do Farol e Parcel do Boi, com perfil que pode chegar a 30 m+, controlar tempo de fundo e parada de segurança no relógio comum vira aposta. Modelos como o computador Cressi Leonardo resolvem o básico bem feito; quem mergulha com frequência costuma migrar para soluções com integração de gás. A linha de computadores de mergulho da NetDive cobre dos modelos de entrada aos integrados.

LEONARDO, Computador - Preto

Recomendado pela NetDive

LEONARDO, Computador - Preto

CRESSI

Sob consulta

Ver na NetDive

Lista mínima a conferir antes de embarcar: máscara, snorkel, nadadeira, regulador, colete equilibrador, computador, lastro adequado à roupa, capuz fino e luva. Sem isso, a saída vira uma sequência de inconvenientes que tiram o foco do mergulho.

Como visitar a Ilha do Arvoredo

Saídas para o Arvoredo partem de Bombinhas, Porto Belo, Governador Celso Ramos e Canasvieiras (norte de Florianópolis). A operadora precisa estar credenciada no ICMBio — não tente improvisar com barco particular: a fiscalização da Rebio Arvoredo é ativa, com multas pesadas.

A NetDive tem parceria com uma operadora credenciada que sai de Canasvieiras. Se você está pensando em fechar uma saída e quer um pacote alinhado com seu nível e equipamento, fale com a gente que mostramos as opções e datas disponíveis.

Documentação: brevê (cartão de certificação), seguro de mergulho ativo e ficha médica recente. Quem está sem brevê pode fechar batismo ou curso pela mesma operadora — a Baía das Tartarugas e o Recanto do Capim foram desenhados pela natureza para isso.

Perguntas frequentes sobre o mergulho na Ilha do Arvoredo

Pode mergulhar na Ilha do Arvoredo?

Sim, mas apenas na ponta sul da ilha — do Saco do Capim à Ponta do Farol — e somente com operadora credenciada pelo ICMBio. A parte norte, a Deserta, as Galés e o Calhau de São Pedro estão fechados para visitação pública.

Qual a melhor época para mergulhar no Arvoredo?

Entre dezembro e março, a água sobe para 22–25 °C, com visibilidade padrão de 5 m que abre para 10–15 m nos melhores dias. No inverno, vai a 17 °C com janelas de visibilidade estáveis — exige roupa de 7 mm com boas vedações ou semi-seca.

Precisa de brevê para mergulhar na Ilha do Arvoredo?

Para mergulho autônomo, sim — brevê Open Water ou equivalente. Sem brevê, dá para fazer batismo (mergulho experimental) ou começar um curso direto na ilha, em pontos rasos como Baía das Tartarugas e Recanto do Capim.

De onde saem os barcos para o Arvoredo?

De Bombinhas, Porto Belo, Governador Celso Ramos e Canasvieiras (norte de Florianópolis). A travessia varia de 40 minutos a 1h30 conforme o porto de partida.

Conclusão

O mergulho na Ilha do Arvoredo é privilégio raro de quem mergulha no Sul. A Reserva mantém a ilha viva justamente porque restringe — e o trecho aberto, do Saco do Capim à Ponta do Farol, concentra oito pontos suficientes para construir uma temporada inteira sem repetir experiência. Respeite a regra, leve o equipamento certo e a saída vira lembrança boa.

Para montar ou completar seu setup antes da próxima saída ao Arvoredo, vale uma passada pela categoria de equipamento de mergulho da NetDive. E fique de olho aqui no blog: o próximo post da série abre o catálogo de vida marinha do Arvoredo — peixes, invertebrados e os encontros que fazem cada saída valer a viagem.

Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Dúvidas? Fale conosco